{"id":2842,"date":"2017-11-16T12:39:12","date_gmt":"2017-11-16T12:39:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/?p=2842"},"modified":"2017-11-16T13:03:51","modified_gmt":"2017-11-16T13:03:51","slug":"lura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/lura\/","title":{"rendered":"Lura"},"content":{"rendered":"<p>Estudava educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica especializando-se mesmo em nata\u00e7\u00e3o, em Lisboa, quando Juka, cantor de S\u00e3o Tom\u00e9, a convidou a participar no seu disco.<i>\u201cEu tinha dezassete anos e era suposto eu fazer apenas coros, mas no final, Juka pediu-me para cantar um dueto com ele. Eu nunca pensei cantar, mas ele insistiu,\u201d<\/i> relembra <strong>Lura.<\/strong> Foi ent\u00e3o que percebeu que tinha uma voz com um tom profundo e sensual. O resultado foi um sucesso e logo um produtor portugu\u00eas a ajudou a gravar o seu primeiro \u00e1lbum, um disco de dan\u00e7a direcionado \u00e0 sua gera\u00e7\u00e3o. Tinha ent\u00e3o 21 anos. <i>\u201cO disco foi destinado principalmente \u00e0s discotecas,\u201d<\/i> explica, mas apesar do cariz comercial do \u00e1lbum, uma m\u00fasica, \u201cNha Vida\u201d (Minha Vida), viria a ser alvo de grande aten\u00e7\u00e3o, ao ser inclu\u00eddo no disco <strong>Red Hot + Lisbon,<\/strong> no ano seguinte, em 1997.<!--more--><\/p>\n<p>A Lusafrica descobre Lura aquando do seu dueto com Bonga em 2000 no tema &#8220;Mulemba Xangola&#8221; e assina com a artista, produzindo em 2004, <i>Di Korpu Ku Alma<\/i> (De Corpo e Alma), o primeiro disco verdadeiramente cabo-verdiano de Lura, que rapidamente galga todas as fronteiras devido ao sucesso de <i>&#8220;Na Ri Na&#8221;<\/i>. Em 2005, o \u00e1lbum sai em mais de 10 pa\u00edses, incluindo os EUA, It\u00e1lia (onde ficou entre os mais vendidos durante o ver\u00e3o), Inglaterra (onde foi nomeado para os &#8220;BBC World Music Awards&#8221;). Sobre Di Korpu Ku Alma, o escritor Jos\u00e9 Eduardo Agualusa escreveu, &#8220;\u2026o futuro da m\u00fasica cabo-verdiana j\u00e1 tem nome, e esse nome \u00e9 Lura&#8221;, o jornal brit\u00e2nico The Independent disse &#8220;\u2026 quando sua carreira internacional decolar, esta menina vai encher est\u00e1dios.&#8221; Com este \u00e1lbum, Lura foi nomeada em Fran\u00e7a &#8220;, em 2006 para os \u201cVictoires de la Musique&#8221; na categoria de melhor \u00e1lbum. Com o seguinte disco, M&#8217;bem di Fora (Venho de Fora), editado em Novembro de 2006, Lura viajou por todo o mundo e conquistou um p\u00fablico cada vez mais fiel e atento \u00e0 sua m\u00fasica. Tr\u00eas anos mais tarde, Eclipse vem confirmar o imenso talento de Lura, uma j\u00f3ia da nova gera\u00e7\u00e3o cabo-verdiana, que ainda assim afirma: <i>&#8220;(&#8230;a minha carreira \u00e9 uma surpresa constante, desde a descoberta da minha voz na adolesc\u00eancia at\u00e9 hoje. Eu vivo o dia a dia, mas de uma coisa tenho a certeza, que cantarei para o resto da minha vida, \u2026)<\/i><br \/>\nEm 2010, a Lusafrica edita The Best of Lura, um \u00e1lbum que re\u00fane os seus melhores temas e inclui \u201cModa B\u00f4\u201d, o tema de sua autoria dedicado \u00e0 Diva dos P\u00e9s Descal\u00e7os e gravado em dueto nas primeiras semanas de 2010. O \u00e1lbum inclui ainda um DVD com um concerto de Lura filmado pela RTP.<\/p>\n<p>Como qualquer outro artista cabo-verdiano, Lura ficou desolada quando Cesaria Evora faleceu em Dezembro de 2011. Um ano depois, prestava uma sentida homenagem em sua mem\u00f3ria, com o tema \u201cN\u00f3s Diva\u201d, apenas divulgado no YouTube. Decidida a vivenciar a realidade das suas ra\u00edzes, Lura mudando-se para a cidade da Praia, em Cabo Verde, fortalecendo la\u00e7os com m\u00fasicos e compositores do arquip\u00e9lago, mas continuando a actuar um pouco por todo o mundo para alegria dos seus fans. O regresso ao est\u00fadio para a grava\u00e7\u00e3o de Heran\u00e7a acontece um ano depois, no in\u00edcio de 2015, com o lan\u00e7amento agora previsto para o m\u00eas de Outubro. Vibrante, tremendamente dan\u00e7\u00e1vel e puramente cabo-verdiano, Heran\u00e7a foca a real energia do arquip\u00e9lago, o compasso e ritmo do funan\u00e1, em temas como \u201cMaria di Lida\u201d, \u201cSabi di M\u00e1s\u201d e \u201cNess Tempo di Nha Bidjissa\u201d. Heran\u00e7a retrata a intensidade cabo-verdiana, das suas gentes, tradi\u00e7\u00f5es e da sua m\u00fasica na mais melodiosa e carism\u00e1tica voz de toda uma gera\u00e7\u00e3o. Na voz de Lura, cada tema do disco \u00e9 a redescoberta da ess\u00eancia da mesti\u00e7agem e da m\u00fasica tradicional crioula feito canto universal, no segredo mais bem guardado de continente africano: Cabo Verde.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Discografia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-2850\" src=\"http:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-11-16-\u00e0s-12.34.45-300x290.png\" alt=\"Captura de ecr\u00e3 2017-11-16, \u00e0s 12.34.45\" width=\"631\" height=\"611\" srcset=\"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-11-16-\u00e0s-12.34.45-300x290.png 300w, https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-11-16-\u00e0s-12.34.45-311x300.png 311w\" sizes=\"auto, (max-width: 631px) 100vw, 631px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudava educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica especializando-se mesmo em nata\u00e7\u00e3o, em Lisboa, quando Juka, cantor de S\u00e3o Tom\u00e9, a convidou a participar no seu disco.\u201cEu tinha dezassete anos e era suposto eu fazer [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":""},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-2842","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-voz"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2842"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2842\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2851,"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2842\/revisions\/2851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.humbertoramos.net\/cifras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<script>

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